Julho 2023

Julho 2023

“Those who grasp about views and opinions wander about the world annoying people.” - Siddhartha Gautama

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Mídia social

Análise dos desdobramentos recentes da maior plataforma social baseada em “grafos de interesse”, sob a ótica da teoria de grupos do economista Mancur Olson. Ou, como uma inusitada e brusca (apesar de necessária…) redefinição de “fronteiras” até recentemente estáveis pode ter alterado drasticamente os casos de uso de um ecossistema de mídia social extremamente particular.

“I revisit Olson and Twitter’s history because the specifics of how Twitter found product-market fit are critical to understanding its current dissolution. Social networks are path-dependent. This is especially true in the West where social networks are largely ad-subsidized and where they’re almost all built around a singular dominant architecture of an infinite scrolling feed optimized for serving ads on a mobile phone.”

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História e Dissidência

Revisitação do seminal livro de 1970 do economista Albert Hirschman, “Exit, Voice, and Loyalty: Responses to Decline in Firms, Organizations, and States”.

Delineia os tradeoffs entre sociedades e firmas amparadas por diferentes “mecanismos de recuperação” (”voz” ou “saída”). Trata-se de uma interessante reflexão sobre como a ênfase na escolha de “política organizacional” pode levar a (des)equilíbrios sociais/econômicos completamente distintos.

Leninthink - Exemplo limítrofe de inviabilização ambos da “voz” e da “saída”. Quando a emigração é proibida e qualquer má-compreensão a nível semântico termina invariavelmente no gulag, é somente natural que o organismo social entre em colapso.

“All deviations from the Party line, all challenges to the leadership, appealed to official ideology, and so anyone who truly believed the ideology was suspect. ‘The [great] purge, therefore, was designed to destroy such ideological links as still existed within the party, to convince its members that they had no ideology or loyalty except to the latest orders from on high . . . Loyalty to Marxist ideology as such is still—[in 1978]—a crime and a source of deviations of all kinds.’ The true Leninist did not even believe in Leninism.”

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Civilização Moderna

Entrevista do economista Tyler Cowen com o historiador e ensaísta Tom Holland abrangendo uma multiplicidade de temas relacionados à construção do ethos ocidental cristão e sua influência sobre a sociedade moderna.

Particularmente interessante para ponderar: por que gregos, persas e romanos não se industrializaram apesar dos protótipos de tecnologia semi-avançada que potencializaram em diferentes estágios civilizacionais. Sem o advento da competição pulverizada (entre nações aproximadamente equilibradas) e sem algo que se aproxime a uma “revolução humanista”, o enforcement centralizado da autoridade provavelmente conduz a uma espécie de ludismo violento e crônico.

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Exploração e Otimização

Artigo adaptado a partir de um discurso do físico e matemático Freeman Dyson sobre “Pássaros” e “Sapos”; importante distinção entre categorias antagônicas de pesquisadores igualmente necessários para o progresso do conhecimento humano.

Povoado por diversos exemplos históricos demonstrativos da simbiose entre os dois perfis, o texto se trata de uma coletânea que pode ser facilmente transposta para o mundo dos investimentos.

“Some mathematicians are birds, others are frogs. Birds fly high in the air and survey broad vistas of mathematics out to the far horizon. They delight in concepts that unify our thinking and bring together diverse problems from different parts of the landscape. Frogs live in the mud below and see only the flowers that grow nearby. They delight in the details of particular objects, and they solve problems one at a time. (…) Mathematics needs both birds and frogs. Mathematics is rich and beautiful because birds give it broad visions and frogs give it intricate details.”

(…)

Von Neumann got into trouble at the end of his life because he was really a frog but everyone expected him to fly like a bird.”

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Miscelânea Relato do matemático e cientista da computação Daniel Hillis sobre a fundação da Thinking Machines Corporation na década de 80 e a experiência de contar com o renomado físico Richard Feynman em seu quadro de funcionários.

A TMC foi pioneira no desenvolvimento da tecnologia de computação paralela e nas suas primeiras aplicações ligadas às redes neurais. Curiosamente, essa invenção foi reaproveitada pela Nvidia na consolidação da classe de chips chamada de GPU (graphics processing unit) que, atualmente, ancora o desenvolvimento da indústria de Inteligência Artificial.